Prática no jornalismo favorece aperfeiçoamento dos ‘focas’

Este texto, de Giovanna Vieira*, faz parte do espaço Um foca na sexta.

SÃO PAULO, SP – A obrigatoriedade do diploma para jornalistas, ainda revogada, continua sendo um assunto muito comentado. Embora as opiniões sejam divergentes, inclusive entre pessoas da minha família, eu, particularmente, tenho a minha bem definida. Sempre sonhei em fazer jornalismo. Ter a possibilidade de fazer parte dos acontecimentos do mundo foi o fator que me cativou desde o início. Confesso, entretanto, que até por parte dos meus pais, a não obrigatoriedade do diploma era algo a se considerar.

Hoje, já na faculdade, acredito que fiz a escolha certa. O conhecimento e a qualidade técnica de um profissional que optou por dedicar quatro anos para estudar e se aprimorar na profissão já o colocam na frente de milhões de pessoas que tentam por outros caminhos. Certa vez, ouvi um professor universitário da área dizendo que era a favor de o diploma ser opcional. Assustei-me. Depois de dois anos, comecei a entendê-lo: tem de estar na faculdade quem realmente está disposto, quem realmente ama a profissão e não pessoas que estão cumprindo somente a burocracia.

Prática jornalística

Chave para o sucesso. Em contrapartida, a graduação não é a chave para o sucesso. Pelo contrário, ela é o meio que nos faz amadurecer como profissionais. Portanto, cabe a cada um aproveitá-la da melhor maneira possível. Para isso, nada melhor do que unir e equilibrar a teoria das aulas e a parte prática do dia a dia da profissão.

Tive a sorte de escolher uma faculdade que consegue fazer isso da melhor maneira possível. Não tiro a importância das aulas teóricas, pois são elas que expandem nosso conhecimento. A prática, porém, é o momento em que a essência do jornalismo realmente aparece, desde a apuração das informações até a realização de entrevistas. É o momento de “colocar a mão na massa” e de aplicar o que aprendemos em sala de aula. É por isso que algumas universidades oferecem atividades extracurriculares, muitas vezes opcionais, para aqueles que querem ir além e, desde cedo, ser um foca.

Atividades diversas. No caso específico da ESPM-SP, existe uma Agência de Jornalismo com vários subprodutos e editorias que abrangem desde as áreas de jornalismo impresso até as de televisão. Em apenas um semestre, tive a oportunidade de participar de quatro atividades: experimentei um pouco do jornalismo “hiperlocal” na editoria do bairro Vila Mariana, em São Paulo, onde a faculdade está localizada; pude também escrever, na editoria De Olho na Carreira, sobre as dúvidas da entrada no mercado de trabalho, assim como todos os aspectos da carreira de um profissional de comunicação; no Portal de Jornalismo, comecei a exercitar minha criatividade e a criar pautas sobre temas diversos; por fim, resultado de uma parceria entre a ESPM e o portal Guia da Semana – um dos maiores do Brasil – tive a oportunidade de fazer uma série de matérias sobre museus que contam partes da história de São Paulo.

ESPM-SP

Nessas tardes de atividades, todas coordenadas por professores, eu pude amadurecer minha escrita, entender como se faz uma boa entrevista e até mesmo como “vender” bem uma pauta. Acho que o mais importante foi o momento em que pude, sozinha, explorar mais o mundo do jornalismo e perceber que imprevistos também acontecem. Nessas mesmas tardes, vivenciei meus primeiros “perrengues jornalísticos”, como ter de atravessar São Paulo inteira para chegar até o local da reportagem, descobrir, na hora da entrevista, que o convidado não quer ser filmado e até cometer erros durante a gravação.

Mais do que portfólio e experiência, vejo que foi nessas tardes que eu tive minhas primeiras e inesquecíveis lembranças como aspirante a jornalista. Fiz minha primeira matéria em vídeo, visitei uma emissora de televisão pela primeira vez e entrei em contato com profissionais que tanto admiro. Posso ainda estar no primeiro ano de faculdade, mas de uma coisa tenho certeza: independente de qualquer diploma, é a vontade de ir a campo, praticar e de ir além que me farão chegar longe e alcançar todas as minhas metas.

*Giovanna Vieira é estudante do segundo semestre de jornalismo na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP). Curiosa e observadora por natureza, é apaixonada por televisão e pretende, um dia, viajar o mundo e ser correspondente internacional.

Coordenação e edição: Gabriel Toueg

Recado da Giovanna: “Não seríamos focas se não tivéssemos histórias para ouvir e, é claro, para contar. Este espaço existe justamente para compartilharmos momentos, lembranças e opiniões sobe o que temos em comum: o amor pela nossa profissão. Não deixem de participar!”

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3 comentários

  1. Parabéns! O texto, sem sombra de dúvidas, acaba estimulando quem anda desanimado com a profissão. É um verdadeiro incentivo para focas.

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